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agrupamento independente de pesquisa cênica
Composto atualmente pelos artistas pesquisadores Clóvis Domingos, Flávia Fantini, Frederico Caiafa, Idelino Junior, Joyce Malta, Lissandra Guimarães, Matheus Silva, Nina Caetano, Paulo Maffei, Sabrina Batista Andrade e Wagner Alves de Souza, o Obscena funciona como uma rede colaborativa de criação e investigação teórico-prática sobre a cena contemporânea que visa instigar a troca, a provocação e a experimentação artísticas. Também participam dessa rede colaborativa obscênica os artistas Admar Fernandes, Clarissa Alcantara, Erica Vilhena, Leandro Acácio, Nildo Monteiro, Sabrina Biê e Saulo Salomão.
São eixos norteadores do agrupamento independente de pesquisa cênica, o work in process, os procedimentos de ocupação/intervenção em espaços públicos e urbanos e os procedimentos de corpo-instalação, além da investigação de uma ação não representacional a partir do estudo da performatividade e do pensamento obra de artistas como Artur Barrio, Hélio Oiticica e Lygia Clark.
Atualmente, o Obscena desenvolve o projeto Corpos Estranhos: espaços de resistência, que propõe tanto trocas virtuais e experimentação de práticas artísticas junto a outros coletivos de arte, como ainda a investigação teórica e prática de experimentos performativos no corpo da cidade. Os encontros coletivos se dão às quintas-feiras, de 15 às 19 horas, na Gruta! espaço cultural gerido pelo coletivo Casa de Passagem.
A criação deste espaço virtual possibilita divulgar a produção teórico-prática dos artistas pesquisadores, assim como fomentar discussões sobre a criação teatral contemporânea e a expansão da rede colaborativa obscênica por meio de trocas com outros artistas, órgãos e movimentos sociais de interesse.
terça-feira, agosto 28, 2012
Ritualizar é performar
sexta-feira, agosto 24, 2012
GUEST POST: RITUALIZAR AÇÕES COTIDIANAS A PARTIR DE OBJETOS (OU COM)
Estudo sobre o MASTURBE SEU URSO na Escola Guignard
Orientadora: Profª. Maria Manuela Graça da Cruz Tenreiro
Leitor: Clóvis Domingos dos Santos
Dia 29/08/2012 - quarta-feira
Horário: 19 horas
Local: Auditório
Escola Guignard.
domingo, agosto 19, 2012
Humanizamos uma cidade de pedra
sábado, agosto 18, 2012
Como Abraçar o Acontecimento?
sexta-feira, agosto 17, 2012
Eu preciso
na última quinta, agendou-se, também, as próximas práticas performativas a serem realizadas. a primeira fizemos ontem, a partir da proposição de clóvis domingos.
a única coisa que sabíamos é que era para irmos, cada um, com a camiseta de uma determinada cor: vermelho, azul, verde, roxo, laranja... e também que clóvis havia enviado um poema no qual descrevia as coisas de que precisava, entre elas de pessoas que ajudassem a continuar a lista de precisão... isso instalou um "surto" de listas de outros pesquisadores.
mas clóvis vai falar melhor sobre isso, então não vou me alongar nesse aspecto da ação.
sei que quando lá chegamos todos - eu de vermelho, clóvis de verde, leandro de rosa, marizabel de roxo, clarissa de laranja, lissandra de azul e matheus de preto - o propositor lançou seus objetos: sairíamos dali para a rodoviária, onde, na plataforma de desembarque, deveríamos criar fluxos de passagens, de um vai-e-vem que culminasse em encontrosabraços.
sem representação, sem teatralizar ou exagerar a ação, deveríamos nos abraçar e deixar que esses abraços aos poucos começassem a se alongar... poderíamos nos sentar, observar o desembarque. e devo dizer que foi uma maravilha um maravilhamento. e também que os abraços já se alongaram de cara, pois adoramos nos abraçar.
e foi um alimento especial observar as pessoas que esperavam outras que chegariam de ônibus, vindas de outras cidades. e observar essas que chegavam e eram recebidas com abraços. às vezes, era quase como se nós também fôssemos abraçar/ser abraçados. muitas vezes senti essa vontade, como no momento em que uma senhora veio me perguntar de onde viera aquele ônibus bonitão que acabara de desembarcar alguns passageiros. era de itajubá.
mas o mais interessante foi o que aconteceu depois de um tempo de realização da ação, quando esta tornou-se visível. em frente à plataforma, em uma loja, as pessoas começaram a nos notar.
tornamo-nos instigantes para elas, pois começamos a despertar nelas o desejo, e elas nos abraçaram e uma disse: eu preciso de um abraço hoje.
e eles se abraçaram, pela primeira vez, embora trabalhem juntos.
me lembrei de um outro momento, em que se abraçaram dançando dois performers de dois coletivos distintos: everton lampe, do quando coisa, de ouro preto; e evee ávila, do líquida ação, do rio de janeiro; (dentro do circuito performatite, também já fartamente relatado neste blog).
quinta-feira, agosto 16, 2012
segunda-feira, agosto 13, 2012
ONDAS
Edição de imagens e som: Joyce Malta
Músicas 'onda sonorus': Henrique Rocha, Wagner Alves, Clarissa Alcantara
sábado, agosto 11, 2012
Ressonâncias do Performatite - três perguntas para Eloisa Brantes
Seria essa a dimensão política desse tipo de intervenção humana e artística?
2- Você fez uma bela provocação: nem sempre a Performance pode ser considerada uma PERFORMATITE, no sentido de inflamação, incômodo, de um vírus que transforma as pessoas, os espaços, os conceitos etc. O grande perigo seria a performance já estar capturada e domesticada, não é mesmo? Ou institucionalizada?
3- Foi uma delícia me aproximar dos artistas-pesquisadores do Líquida Ação. E o que o PERFORMATITE provocou no teu coletivo? Não participei do banho no Chafariz em Ouro Preto (proposta de vocês), me relataram que foi um ritual maravilhoso. Quais foram tuas sensações e percepções?
segunda-feira, agosto 06, 2012
Teatro e Performance - Entrevista com Denise Pedron
domingo, agosto 05, 2012
Ação dos Irmãos Lambe no Evento Preconceito Zero
Foi pela manhã que surgiu o desejo de se realizar a ação Irmãos Lambe-lambe nesse evento. Liguei para Leandro, que trabalhava, e somente depois do almoço consegui falar com ele. Fui para a praça com minhas coisas e roupas e com a ajuda de Clarissa e Matheus conseguimos a máquina fotográfica do Obscena. Foi Fred quem buscou em sua casa uma roupa preta para o Leandro, já quando este aceitou fazermos a ação. Ficamos entusiasmados de realizar um Lambe com sombrinhas.
Trocamos de roupa dentro do carro dele e de lá saímos com nossas sombrinhas para mais um encontro com as pessoas da cidade. Dessa vez a experimentação foi mais rica para os participantes: eles podiam escolher como desejavam serem fotografados, o lugar etc. Possibilitava uma PARTICIPAÇÃO CRIADORA mais intensa e livre, uma autoria do trabalho. Éramos os propositores e nos interessava essa dimensão participativa das pessoas. E o espaço de atuação do participante se tornou maior, sem a cadeira e o quadro que antes utilizávamos.
Outro acontecimento: algumas pessoas desejaram serem fotografadas juntas e assim inauguramos a produção de fotografias com duplas. Fotografamos e conversamos com 14 pessoas e delas escutamos opiniões e reflexões sobre preconceito e cidade. Aproveitamos para conversar sobre acessibilidade: física, social e cultural.
O espaço é uma organização humana, extensão da existência da vida. Os espaços construídos, na maioria das vezes, não consideram a DIVERSIDADE HUMANA e partem da ideia de que todos são iguais, numa homogeneização das pessoas. Muito da violência existente na cidade decorre da intolerância em se coabitar com a diferença. O outro, não idêntico a mim, se torna uma ameaça e daí surgem atos de agressão e exclusão.
Para nós foi uma deliciosa aventura participar desse importante e performático evento e podermos descobrir novas possibilidades para nossa intervenção artística humana/ urbana.
Fotografias de Whesney Siqueira.