agrupamento independente de pesquisa cênica

Composto atualmente pelos artistas pesquisadores Clóvis Domingos, Flávia Fantini, Frederico Caiafa, Idelino Junior, Joyce Malta, Leandro Acácio, Lissandra Guimarães, Matheus Silva, Nina Caetano, Nildo Monteiro, Sabrina Batista Andrade, Sabrina Biê e Wagner Alves de Souza, o Obscena funciona como uma rede colaborativa de criação e investigação teórico-prática sobre a cena contemporânea que visa instigar a troca, a provocação e a experimentação artísticas. Também participam dessa rede colaborativa obscênica os artistas Admar Fernandes, Clarissa Alcantara, Erica Vilhena e Saulo Salomão.

São eixos norteadores do agrupamento independente de pesquisa cênica, o work in process, os procedimentos de ocupação/intervenção em espaços públicos e urbanos e os procedimentos de corpo-instalação, além da investigação de uma ação não representacional a partir do estudo da performatividade e do pensamento obra dos artistas plásticos Artur Barrio, Hélio Oiticica e Lygia Clark.

Atualmente, o Obscena desenvolve o projeto Corpos Estranhos: espaços de resistência, que propõe tanto trocas virtuais e experimentação de práticas artísticas junto a outros coletivos de arte, como ainda a investigação teórica e prática de experimentos performativos no corpo da cidade. Os encontros coletivos se dão às quintas-feiras, de 15 às 19 horas, na Gruta! espaço cultural gerido pelo coletivo Casa de Passagem.

A criação deste espaço virtual possibilita divulgar a produção teórico-prática dos artistas pesquisadores, assim como fomentar discussões sobre a criação teatral contemporânea e a expansão da rede colaborativa obscênica por meio de trocas com outros artistas, órgãos e movimentos sociais de interesse.

segunda-feira, setembro 05, 2011

"Uma Piriguete com Salto Alto Fuleiro!"


Relato Projeto Residência Scarpin-me – Cia Urucum de Teatro Dança-ES e OBSCENA-MG

Desejo começar meu primeiro relato no Blog do Projeto Scarpin-me dando asas à minha imaginação: Qual a outra mulher que você gostaria de ser? Eu? Eu, Erica de Vilhena Queiroz, que respondo por Nêga e poderia ter sido batizada como Bartira? Bom, eu tenho a dizer que meu anseio é ser ‘uma piriguete com salto fuleiro’. Sim, daquelas com micro shorts, bustiês e batom vermelho na boca. Dessas que se encontram pelas baladas, dançando no salão desvairadamente e se jogando em quem é o alvo do seu desejo! Esta imagem me levou a uma busca do significado da palavra piriqguete e sua origem, os links abaixo são no mínimo instrutivos:

http://revistatpm.uol.com.br/reportagens/sera-que-voce-e-piriguete.html

http://www.manualdocafajeste.com/2008/11/30/como-uma-santinha-vira-uma-piriguete/

http://desciclopedia.ws/wiki/Piriguete

É incrível os discursos sobre as piriguetes e o mal que elas fazem à sociedade e, o mais incrível é que ninguém menciona o bem que o machismo faz ao mundo com essa massa de homens há séculos usando as mulheres, engravidando-as e pulando fora para comer outras e outras amém. Bom, indignações à parte e sem levantar a bandeira do piriguetismo creio que esta imagem feminina muita pano dará para minhas investigações junto à Cia Ururcum de Teatro Dança, no projeto de Residência com o Obscena, agrupamento independente de pesquisa cênica.

Assim sendo experimentarei daqui de BH meu corpo piriguete e proponho um primeiro objeto de modificação corporal = um salto alto. Eu literalmente não sei caminhar com este artefato e será para mim uma aculturação piriguetista. Experimentarei este no trabalho que desenvolvo junto ao Obscena, especificamente no trabalho ‘Sonoridades Obscênicas’, um misto de música e poesia num tom erótico erudito, uma exploração espetacular dos materiais que coletamos em nossas intervenções urbanas.

4 comentários:

Milena Torres disse...

Nêga Regina posso lhe ajudar aprender a andar de salto. O salto é como uma meia calça, só ficar atenta pra não descer. rsrs
Sou meio Mona, meio Lisa, meio Minelli, sou meio Brida, meio Rita, se duvidar confere. bjos

Erica, a Nêga Regina. disse...

Pois é, o negócio é respirar fundo e usar o desequilíbrio a meu favor, notei que algo trôpego é ótimo para minha priguete!

Projeto Bem Acompanhada disse...

cuidado então com os agulhas...e sorte com os plataformas. Piriguete de verdade não aposta mesmo em elegância, e sim em coragem e muuuiiito cabelo. bota reparo.

Clóvis Domingos disse...

O que estou mais gostando agora é esse fórum feminino criado para discutir a PERIGUETICE!!! Que delícia! Nunca pensei que haveria tanto apoio e cumplicidade feminina para a criação ou a manutenção desse estilo de vida.