agrupamento independente de pesquisa cênica

Composto atualmente pelos artistas pesquisadores Clóvis Domingos, Davi Pantuzza, Erica Vilhena, Joyce Malta, Leandro Acácio, Lissandra Guimarães, Matheus Silva, Nina Caetano e Saulo Salomão, o Obscena funciona como uma rede colaborativa de criação e investigação teórico-prática sobre a cena contemporânea que visa instigar a troca, a provocação e a experimentação artísticas.

São eixos norteadores do agrupamento independente de pesquisa cênica, o work in process, os procedimentos de ocupação/intervenção em espaços públicos e urbanos e os procedimentos de corpo-instalação, além da investigação de uma ação não representacional a partir do estudo da performatividade e do pensamento obra dos artistas plásticos Artur Barrio, Hélio Oiticica e Lygia Clark.

Atualmente, o Obscena realiza seu projeto Corpos públicos, espaços privados: invasões no corpo da cidade em parceria com o CCUFMG, dentro do projeto Cena Aberta. Como parte da residência artística, mostras processuais de compartilhamento da pesquisa têm sido realizadas ao longo do ano. A próxima mostra está prevista para final de setembro. Os encontros coletivos se dão às quintas-feiras, de 14 às 18 horas, na sala 03 do CCUFMG e, nesses dias, são realizados tanto experimentos práticos de invasão no corpo da cidade, quanto discussões teóricas e práticas corporais internas ao agrupamento.

A criação deste espaço virtual possibilita divulgar a produção teórico-prática dos artistas pesquisadores, assim como fomentar discussões sobre a criação teatral contemporânea e a expansão da rede colaborativa obscênica por meio de trocas com outros artistas, órgãos e movimentos sociais de interesse.

Segunda-feira, Setembro 26, 2011


Palavras de Rosana Ferreira, atuante no processo 'Hystérias ou a Invasão do Y' em parceria com Erica Vilhena, vulgo Nêga Regina.

Belo Horizonte, 13/09/2011.

São 18:20 aproximadamente, tenho o compromisso em relatar sobre o tema intersexo,
onde me encontro inserida neste inter...
O começo é sempre o inicio...creio na primeira idéia exposta e o quanto é forte
em sua natureza. Ao analisar o tema, a própria ciência ainda não consegue
argumentar de forma sucinta o assunto ; as pesquisas em torno da matéria é algo mui
novo, e é provável que o processo de uma conjectura passe por caminhos já conhecidos:
engatinhar para dar os primeiros passos em algum lugar do futuro muito distante.O
estranho vira o “patinho feio” no mundo cientifico, e as divagações e reflexões chegam
ao ápice do absurdo nos consultórios médicos onde o analisado e o analisador se
deparam nas condições frágeis da questão e a falta de recursos para a efetiva resposta
levando-os ao um jogo do próprio inconsciente, onde se estabelece o mais forte para o
mais fraco, indo para um lugar ainda inexorável , por pender no alicerce da
medicina.A divagação é a luz tênue no fundo do túnel , mas o que se vê e o que se
sente é o sentido amplo da palavra: D E S C O N H E C I M E N T O.

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