agrupamento independente de pesquisa cênica

Composto atualmente pelos artistas pesquisadores Clarissa Alcantara, Clóvis Domingos, Davi Pantuzza, Erica Vilhena, Frederico Caiafa, Joyce Malta, Leandro Acácio, Lissandra Guimarães, Matheus Silva, Nina Caetano e Saulo Salomão, o Obscena funciona como uma rede colaborativa de criação e investigação teórico-prática sobre a cena contemporânea que visa instigar a troca, a provocação e a experimentação artísticas.

São eixos norteadores do agrupamento independente de pesquisa cênica, o work in process, os procedimentos de ocupação/intervenção em espaços públicos e urbanos e os procedimentos de corpo-instalação, além da investigação de uma ação não representacional a partir do estudo da performatividade e do pensamento obra dos artistas plásticos Artur Barrio, Hélio Oiticica e Lygia Clark.

Atualmente, o Obscena realiza seu projeto MULTIPLICIDADES OBSCÊNICAS: relações coletivas no corpo das univer-cidades, em parceria com o CCUFMG, dentro do projeto Cena Aberta. Como parte da residência artística, mostras processuais de compartilhamento da pesquisa são realizadas ao longo do ano. Os encontros coletivos se dão às quintas-feiras, de 14 às 18 horas, na sala 03 do CCUFMG e, nesses dias, são realizados tanto experimentos práticos de invasão no corpo da cidade, quanto discussões teóricas e práticas corporais internas ao agrupamento.

A criação deste espaço virtual possibilita divulgar a produção teórico-prática dos artistas pesquisadores, assim como fomentar discussões sobre a criação teatral contemporânea e a expansão da rede colaborativa obscênica por meio de trocas com outros artistas, órgãos e movimentos sociais de interesse.

Domingo, Dezembro 04, 2011

Sobre a Mostra Obscênica de Novembro

A última mostra de pesquisas do Obscena revelou para mim a pluralidade de linguagens que começamos a investigar. A variedade de formas de se expor e relatar determinados processos criativos nos trouxe a possibilidade de investigar outros suportes artísticos , que vão além da cena e da teatralidade. Como disse Jacques Lacan: ir além da cena, não é ver melhor, é se tornar obsceno.

Em nossa ob.servação de nossas cenas e ações, obscenizamos lugares, conceitos e relações. Realizamos discussões importantes, realizamos mais uma Festa no Metrô com direito a uma confraternização na Praça de Santa Tereza e ainda realizamos mais uma vez o pocket show: SONORIDADES OBSCÊNICAS.

No dia 24 de Novembro aconteceu nossa MESAREDONDAOBSCÊNICA e Matheus trouxe um texto maravilhoso para nos brindar, um exercício de deriva dele pelos seus proprios relatos no blog, daí ele juntou, recortou, inventou e nessa deriva- AÇÃO criou um texto forte, poético e muito bonito. Davi afirmou: " Matheus trabalhou com o texto como CIDADE, espaço de andanças e de experimentação. Instituiu uma CIDADE-TEXTO, e nela passeamos..."

Depois foi a vez de Leandro que fez um percurso da pesquisa do ano, traçando as ações, os acontecimentos, os desafios e dificuldades. Projetou um singelo vídeo com as imagens do LAMBE-LAMBE. E trouxe questões importantes para discutirmos como o poder do Imaginário Social ou talvez hoje, midiático.

Joyce, em sua explanação, utilizou o som, o corpo e o material plástico. Ela começou sua partilha nos convidando a escutar o som do canto dos pássaros (som recolhido no Mercado Central) e usou a máscara com o escrito: "espaço disponível, anuncie aqui". Ela falou do desejo de continuar experimentando o "CORPO SONORO" e relatou algumas ações de se levar música para os pontos de ônibus da cidade e suas possíveis repercussões.

Davi falou das derivas pela cidade e do desejo de experimentarmos no próximo ano uma deriva de longa duração. Acho que vai ser muito interessante. Lica e Nina falaram um pouco da relação de suas pesquisas ( o universo feminino) com a aproximação com a linguagem do video/cinema.
Há o encontro entre dramaturgia e atuação. Exibiram uma célula dessa pesquisa: "A MULHER GRADE" e ficamos impressionados com a força do texto que fala da culpa e do trabalho de atuação de Lissandra. Como avaliei no início dessa postagem, estamos conquistando outros suportes artísticos.

PEQUENO INVENTÁRIO DE AÇÕES OBSCENAS PARA SE ALEGRAR A CIDADE

Esse é o nome de minha avaliação/explanação na mostra. Mas algo que é pura ação e experimentação. Um pequeno inventário de algumas ações vivenciadas, mas a serem experimentadas num outro suporte: A FOLHA DE PAPEL. Proposta de brincar com as percepções e criar intervenções plásticas e visuais com o papel, o corpo e os objetos.
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Recuperamos ações como derivar, sujar, cantar, colorir etc. Foi muito divertido e excitante. Fizemos esse jogo na área externa (pátio) do Centro Cultural da UFMG e brincamos com o espaço, as pessoas que transitavam nele e com os corpos dos obscênicos. Jogo de criação e composição espaciais, plásticos, sonoros e corporais.

Nina falou que parecia um "jogo de memória" de nossas ações e para Wagner era como brincar de "caça ao tesouro".

SUPORTES/LINGUAGENS APRESENTADAS NA MESAREDONDAOBSCÊNICA

Matheus: literatura
Leandro: video e fotografia
Joyce: som, instalação e artes pláticas
Nina e Lica: fotografia e video
Clóvis: jogos corporais e espaciais ; artes plásticas/visuais.

2 comentários:

Nina Caetano disse...

querido,
você, como sempre, arrasa! que seria desse blog se não fosse você a alimentá-lo com nossas questões?
beijos

Clóvis Domingos disse...

Nina, que bom que você leu essa postagem! Sim, gosto muito de registrar aqui nossas ações, questões e nossas trocas.
beijos.