agrupamento independente de pesquisa cênica

Composto atualmente pelos artistas pesquisadores Clóvis Domingos, Davi Pantuzza, Erica Vilhena, Joyce Malta, Leandro Acácio, Lissandra Guimarães, Matheus Silva, Nina Caetano e Saulo Salomão, o Obscena funciona como uma rede colaborativa de criação e investigação teórico-prática sobre a cena contemporânea que visa instigar a troca, a provocação e a experimentação artísticas.

São eixos norteadores do agrupamento independente de pesquisa cênica, o work in process, os procedimentos de ocupação/intervenção em espaços públicos e urbanos e os procedimentos de corpo-instalação, além da investigação de uma ação não representacional a partir do estudo da performatividade e do pensamento obra dos artistas plásticos Artur Barrio, Hélio Oiticica e Lygia Clark.

Atualmente, o Obscena realiza seu projeto Corpos públicos, espaços privados: invasões no corpo da cidade em parceria com o CCUFMG, dentro do projeto Cena Aberta. Como parte da residência artística, mostras processuais de compartilhamento da pesquisa têm sido realizadas ao longo do ano. A próxima mostra está prevista para final de setembro. Os encontros coletivos se dão às quintas-feiras, de 14 às 18 horas, na sala 03 do CCUFMG e, nesses dias, são realizados tanto experimentos práticos de invasão no corpo da cidade, quanto discussões teóricas e práticas corporais internas ao agrupamento.

A criação deste espaço virtual possibilita divulgar a produção teórico-prática dos artistas pesquisadores, assim como fomentar discussões sobre a criação teatral contemporânea e a expansão da rede colaborativa obscênica por meio de trocas com outros artistas, órgãos e movimentos sociais de interesse.

Quarta-feira, Outubro 26, 2011

Engaiolado de sorriso preso


O que pode acorrentar um corpo? Até que ponto enclausurar nossas bestas pode ser ainda suportável? Muitas correntes forçam o corpo agir assim ou assado. Mas como desacorrentar as bestas? Foi no dia 30 de setembro, durante a mostra do agrupamento. Um homem que não pára de sorrir? As pessoas preferem não olhar muito. Causa silêncio. Caminhar pela cidade que vende bem-estar, sorrisos e conforto. “Parecia um caipira doente”. Percorrer o deserto da cidade numa solidão povoada... Corpo-Ondas intensivas: algo “desengaiola-se” durante o passeio e convoca os bandos mais selvagens, desabita a forma homem, estilhaça a sua máquina narcísica.


Foto: Clarissa Alcantara

2 comentários:

Clóvis Domingos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Clóvis Domingos disse...

Mateus, muito interessante a imagem e pode render muitas ações e relações....uma gaiola vazia é sugestivo demais.....quero acompanhar a próxima saída pela cidade.