agrupamento independente de pesquisa cênica

Composto atualmente pelos artistas pesquisadores Clóvis Domingos, Flávia Fantini, Frederico Caiafa, Idelino Junior, Joyce Malta, Lissandra Guimarães, Matheus Silva, Nina Caetano, Paulo Maffei, Sabrina Batista Andrade e Wagner Alves de Souza, o Obscena funciona como uma rede colaborativa de criação e investigação teórico-prática sobre a cena contemporânea que visa instigar a troca, a provocação e a experimentação artísticas. Também participam dessa rede colaborativa obscênica os artistas Admar Fernandes, Clarissa Alcantara, Erica Vilhena, Leandro Acácio, Nildo Monteiro, Sabrina Biê e Saulo Salomão.

São eixos norteadores do agrupamento independente de pesquisa cênica, o work in process, os procedimentos de ocupação/intervenção em espaços públicos e urbanos e os procedimentos de corpo-instalação, além da investigação de uma ação não representacional a partir do estudo da performatividade e do pensamento obra de artistas como Artur Barrio, Hélio Oiticica e Lygia Clark.

Atualmente, o Obscena desenvolve o projeto Corpos Estranhos: espaços de resistência, que propõe tanto trocas virtuais e experimentação de práticas artísticas junto a outros coletivos de arte, como ainda a investigação teórica e prática de experimentos performativos no corpo da cidade. Os encontros coletivos se dão às quintas-feiras, de 15 às 19 horas, na Gruta! espaço cultural gerido pelo coletivo Casa de Passagem.

A criação deste espaço virtual possibilita divulgar a produção teórico-prática dos artistas pesquisadores, assim como fomentar discussões sobre a criação teatral contemporânea e a expansão da rede colaborativa obscênica por meio de trocas com outros artistas, órgãos e movimentos sociais de interesse.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Às Margens do Feminino.




O projeto "Às margens do feminino: “texturas” teatrais da beira" busca ampliar o espectro teórico e prático da investigação que, desde fevereiro de 2007, vem sendo realizada pelo agrupamento independente de pesquisa cênica, o Núcleo Obscena, composto atualmente por: Clóvis Domingos, Didi Vilela, Erica Vilhena, Idelino Júnior, Lissandra Guimarães, Marcelo Rocco, Mariana Bernardes, Moacir Prudêncio Jr., Nina Caetano, Patrícia Sene, Saulo Salomão e William Neimar. Tal pesquisa propõe a investigação não só das relações entre a instituição social e o sujeito marginal (notadamente a mulher), como também das possibilidades cênicas geradas por essas relações vistas a partir dos procedimentos épico-dramáticos.
O Núcleo se reúne todas as segundas-feiras, de 19:00 às 22:00, no Teatro Marília (Avenida Alfredo Balena, 586 – Centro de Belo Horizonte/MG) e a criação deste espaço virtual possui como objetivo divulgar a produção teórico-prática dos ensaios, assim como fomentar discussões sobre a criação teatral contemporânea e a troca de conhecimento entre os integrantes do núcleo e os interessados pelo projeto.

Características do projeto:

Consiste em experimentos cênicos, ou seja, na investigação de cenas a partir de materiais referentes ao universo marginal da mulher e a partir da revisitação e reterritorização das relações entre o teatro e o espectador, o público e o privado, a teatralidade e a sociedade do espetáculo. Nesse sentido, o experimento propõe uma ação interventiva no cotidiano social através da ação teatral, com a perspectiva de provocar uma atitude ativa do espectador no acontecimento cênico. A criação cênica se dá em uma rede colaborativa, em que as experimentações se retroalimentam através não só de um diálogo constante entre os pesquisadores envolvidos, mas também por meio da participação do espectador/colaborador em diferentes estágios do processo de criação, uma vez que o projeto inclui ensaios abertos, intervenções na rua e realização dos experimentos junto aos atores sociais pesquisados.
São eixos norteadores da pesquisa o procedimento “Work in Process” a partir do trabalho pré-expressivo atoral, a investigação do conceito de instalação/ocupação de espaços públicos e urbanos, a gramática gestual e verbal da atuação rapsódica e o modelo não representacional de ações (proposto por Artur Barrio), visando uma maior amplitude de possibilidades cênicas e a recuperação da instância narrativa das matérias textuais utilizadas (documentos, relatos, tratados científicos etc.). Em relação à narrativa épico-dramática, podemos dizer que, segundo se faz notar por uma grande parte dos estudos voltados à questão, a presença do elemento narrativo como desarticulador do cânone tradicional do texto teatral (de base dialético-dialógica) tem encontrado expressão tanto nas encenações como nos textos teatrais contemporâneos. O tecido dramatúrgico deixa de ser fiado na construção das personagens e passa a ser “tramado” por personas enunciadoras do discurso, ou seja, por sujeitos representativos do corpo social. É nesse sentido que o material documental é pensado como fio condutor para a cena, uma vez que as “texturas” teatrais serão construídas do entrelaçamento dessas matérias. Esse traço aproxima a experiência dos criadores da matéria criada, talvez por isso seja mesmo uma marca da cena contemporânea.

2 comentários:

Tojagal disse...
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Zulkijora disse...
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