agrupamento independente de pesquisa cênica

Composto atualmente pelos artistas pesquisadores Clóvis Domingos, Flávia Fantini, Frederico Caiafa, Idelino Junior, Joyce Malta, Lissandra Guimarães, Matheus Silva, Nina Caetano, Paulo Maffei, Sabrina Batista Andrade e Wagner Alves de Souza, o Obscena funciona como uma rede colaborativa de criação e investigação teórico-prática sobre a cena contemporânea que visa instigar a troca, a provocação e a experimentação artísticas. Também participam dessa rede colaborativa obscênica os artistas Admar Fernandes, Clarissa Alcantara, Erica Vilhena, Leandro Acácio, Nildo Monteiro, Sabrina Biê e Saulo Salomão.

São eixos norteadores do agrupamento independente de pesquisa cênica, o work in process, os procedimentos de ocupação/intervenção em espaços públicos e urbanos e os procedimentos de corpo-instalação, além da investigação de uma ação não representacional a partir do estudo da performatividade e do pensamento obra de artistas como Artur Barrio, Hélio Oiticica e Lygia Clark.

Atualmente, o Obscena desenvolve o projeto Corpos Estranhos: espaços de resistência, que propõe tanto trocas virtuais e experimentação de práticas artísticas junto a outros coletivos de arte, como ainda a investigação teórica e prática de experimentos performativos no corpo da cidade. Os encontros coletivos se dão às quintas-feiras, de 15 às 19 horas, na Gruta! espaço cultural gerido pelo coletivo Casa de Passagem.

A criação deste espaço virtual possibilita divulgar a produção teórico-prática dos artistas pesquisadores, assim como fomentar discussões sobre a criação teatral contemporânea e a expansão da rede colaborativa obscênica por meio de trocas com outros artistas, órgãos e movimentos sociais de interesse.

terça-feira, agosto 27, 2013

Corra! Corra muito!!! Faça cooper...

"Terra vermelha
sangue derramado
dos guerreiros do passado
massacrados
pelos mercenários
latifundiários...
muitos morrem
defendendo suas terras"

(Terra Vermelha. rap do Brô Mc's, grupo indígena brasileiro).

 Foto de Whesney Siqueira


Escutei várias vezes esse rap antes da ação "Um cooper feito" no último sábado na Praça da Liberdade junto ao Obscena.

Não pise na grama. Proibido deitar. Não alimente os animais. Não jogue lixo no chão. Mantenha a ordem. Não fale com estranhos. Não dê esmolas. Preserve a saúde. Exiba seu corpo. Coma saudável. Beba bastante água. Pratique exercícios regularmente. Consulte seu médico. Respire ar puro. Pratique gentileza. Consulte a validade dos produtos. Facilite o troco. Um cooper perfeito. Um cooper feito todos os dias. Corra. 

Corra muito. Vá atrás dos seus sonhos! Só depende de você!
Escove os dentes. Use camisinha. Faça sua higiene pessoal. Cuide da aparência. Atualize as redes sociais.
Um cooper diário. Você já correu hoje?
Se orgulhe de um cooper feito!!!!

e se não for pedir muito.... não queime um indígena!

5 comentários:

Leandro Silva Acácio disse...

Ufa! Com quantos "nãos" temos que lidar todos os dias... Haja fôlego!
Belo texto companheiro. Veloz e ritmado como um cooper feito. Você escreve lindamente.
Bjs
L.

Clóvis Domingos disse...

Oi querido Leandro, haja fôlego para resistir diante de tantas ordens e imperativos. Talvez por isso vivamos tão cansados... Obrigado pela leitura e troca que tanto me alimenta.
Bjos
C.

Nina Caetano disse...

ei, clóvis
muito legal o trabalho! que orgulho de vocês! e de você, amigo, que escreve tão lindamente.

Sabrina Andrade disse...

Cloves índio indignado que ressoa nossos tantos ais...
Adequação, assepsia, cooper feito e... caixa de remédios. Pra continuar a executar o cooperfeito, mesmo dopado, assim meio bobo.
Bom, um remedinho de vez em quando funciona. Mas cuidado com os médicos carniceiros!!

Clóvis Domingos disse...

Sabrina, obrigado pelo comentário. Dopados corremos cotidianamente. Dopados por ilusões, expectativas e lugares para não se chegar. A saúde é um espetáculo!E o cooper remete à essa pressa, essa movimentação da qual não podemos mais viver sem ela. E correndo feito loucos alimentamos o grande rebanho pacificado, deixamos de ser uma ameaça, um perigo, uma micro-potência que resiste.