pedir a alguém para ler, criar uma mentira para aproximação, isso seria representar? representar, no caso, seria servir-se de uma maneira talvez já capturada, banal, cotidiana, de aproximar-se de outras pessoas? e se essa mentira serve de apoio a novas conexões do meu corpo, faz com que ele habite novos espaços de relação, me desloca um milímetro que seja do que é do hábito, represento? qual tempo encadeia esses momentos que, carinhosamente, chamo de cenas? "o desejo faz correr, flui e corta". o corte é matéria do próprio fluxo. a água, por exemplo, ela flui, por natureza. se parada, dá dengue, algo se produz, mesmo numa suposta inércia. ou uma correnteza forte, uma queda bruta que desemboca num riacho estreito e sereno. não há intensidade especial, há disponibilidade para lidar com os esbarramentos dos corpos e deixar-se levar por eles. ou não. como, onde, quando? não há fórmulas. intensidade espacial, corpos são espaços rodeados por espaços, respirando espaços. um livro diz que o cinza é a cor sem personalidade porque mescla o preto e o branco. corpos performam corpos.
agrupamento independente de pesquisa cênica
Composto atualmente pelos artistas pesquisadores Clóvis Domingos, Flávia Fantini, Frederico Caiafa, Idelino Junior, Joyce Malta, Lissandra Guimarães, Matheus Silva, Nina Caetano, Paulo Maffei, Sabrina Batista Andrade e Wagner Alves de Souza, o Obscena funciona como uma rede colaborativa de criação e investigação teórico-prática sobre a cena contemporânea que visa instigar a troca, a provocação e a experimentação artísticas. Também participam dessa rede colaborativa obscênica os artistas Admar Fernandes, Clarissa Alcantara, Erica Vilhena, Leandro Acácio, Nildo Monteiro, Sabrina Biê e Saulo Salomão.
São eixos norteadores do agrupamento independente de pesquisa cênica, o work in process, os procedimentos de ocupação/intervenção em espaços públicos e urbanos e os procedimentos de corpo-instalação, além da investigação de uma ação não representacional a partir do estudo da performatividade e do pensamento obra de artistas como Artur Barrio, Hélio Oiticica e Lygia Clark.
Atualmente, o Obscena desenvolve o projeto Corpos Estranhos: espaços de resistência, que propõe tanto trocas virtuais e experimentação de práticas artísticas junto a outros coletivos de arte, como ainda a investigação teórica e prática de experimentos performativos no corpo da cidade. Os encontros coletivos se dão às quintas-feiras, de 15 às 19 horas, na Gruta! espaço cultural gerido pelo coletivo Casa de Passagem.
A criação deste espaço virtual possibilita divulgar a produção teórico-prática dos artistas pesquisadores, assim como fomentar discussões sobre a criação teatral contemporânea e a expansão da rede colaborativa obscênica por meio de trocas com outros artistas, órgãos e movimentos sociais de interesse.
segunda-feira, julho 28, 2014
maninfesto-me de falta de sentido e outros devaneios. ser ou não ser, eis a questão?
pedir a alguém para ler, criar uma mentira para aproximação, isso seria representar? representar, no caso, seria servir-se de uma maneira talvez já capturada, banal, cotidiana, de aproximar-se de outras pessoas? e se essa mentira serve de apoio a novas conexões do meu corpo, faz com que ele habite novos espaços de relação, me desloca um milímetro que seja do que é do hábito, represento? qual tempo encadeia esses momentos que, carinhosamente, chamo de cenas? "o desejo faz correr, flui e corta". o corte é matéria do próprio fluxo. a água, por exemplo, ela flui, por natureza. se parada, dá dengue, algo se produz, mesmo numa suposta inércia. ou uma correnteza forte, uma queda bruta que desemboca num riacho estreito e sereno. não há intensidade especial, há disponibilidade para lidar com os esbarramentos dos corpos e deixar-se levar por eles. ou não. como, onde, quando? não há fórmulas. intensidade espacial, corpos são espaços rodeados por espaços, respirando espaços. um livro diz que o cinza é a cor sem personalidade porque mescla o preto e o branco. corpos performam corpos.
domingo, julho 06, 2014
Carta Irmãos Lambe-Lambe: Para não te esquecer
sexta-feira, julho 04, 2014
festa dionisíaca II
terça-feira, julho 01, 2014
Sonoridades: Festa dionisíaca
domingo, junho 29, 2014
Festa como performance: por uma política da alegria
domingo, junho 22, 2014
Sonoridades vem aí de novo!!!!
sexta-feira, junho 20, 2014
remédio caseiro para dor de cabeça
domingo, junho 15, 2014
Salve, Padilha, cheia de graça!
Um grande tecido, um enorme véu vermelho traça o chão da Guaicurus, lugares de luxúria, de gozo, o espaço da mulher. A mulher padilha na cama do motel. A mulher padilha que batalha no/com o corpo o dinheiro forçoso do capital diário. A mulher padilha que é mulher cotidiano.
RUA DO ENCONTRO NUMA NOITE OBSCENA
Partilha sobre a PADILHA
terça-feira, maio 06, 2014
Sonoridades, tecelagens e mixagens
Liberdade para estar, amar, ocupar, transitar e dançar!
Nessa cidade todo mundo BRILHA!!!!
terça-feira, abril 01, 2014
Para não te esquecer...
E ainda persistem a injustiça, o esquecimento, o silenciamento e o negacionismo de uma época de horror e censura.
Daí propomos um PROCURO-ME, perguntando e procurando por tantos jovens mortos e alguns até hoje desaparecidos!
Irmãos Lambe-Lambe (OBSCENA/BH)
Ação: "Para não te esquecer: LUTA, substantivo feminino".
Parceria: Frente Popular pela Memória, Justica e Verdade (BH) e Instituto Helena Greco (BH).
Eu não te esqueci, Nilda Maria Carvalho Cunha!
sábado, março 29, 2014
DANÇAR É UMA REVOLUÇÃO: Que bom te ver viva! 1 de Abril
Que bom te ver viva Sebastião
Que bom te ver viva memória
Que bom te ver viva saudade
Que bom te ver viva luta
Que bom te ver viva vida
Que bom te ver viva viva!
Prepare seu set musical e seus fones de ouvido, caixinhas, batuque ou dance o som da rua ou do seu coração.
sábado, março 22, 2014
RESISTINDO EM PARALELO
segunda-feira, março 17, 2014
Os errantes
Lá, aqui, ali e acolá.
Errâncias artísticas...
Acontecemos,
tecemos
com
isso
aquilo
ali
acolá
contaminAÇÕES.
Conta prá mim das tuas ações
visões
e confusões?
Por onde andou?
Com quem?
O que deslocou?
O que descolou
e te soltou
do mundo
do formalismo?
Todo novo mundo é
a inauguração de um nomadismo.







