agrupamento independente de pesquisa cênica
Composto atualmente pelos artistas pesquisadores Clóvis Domingos, Flávia Fantini, Frederico Caiafa, Idelino Junior, Joyce Malta, Lissandra Guimarães, Matheus Silva, Nina Caetano, Paulo Maffei, Sabrina Batista Andrade e Wagner Alves de Souza, o Obscena funciona como uma rede colaborativa de criação e investigação teórico-prática sobre a cena contemporânea que visa instigar a troca, a provocação e a experimentação artísticas. Também participam dessa rede colaborativa obscênica os artistas Admar Fernandes, Clarissa Alcantara, Erica Vilhena, Leandro Acácio, Nildo Monteiro, Sabrina Biê e Saulo Salomão.
São eixos norteadores do agrupamento independente de pesquisa cênica, o work in process, os procedimentos de ocupação/intervenção em espaços públicos e urbanos e os procedimentos de corpo-instalação, além da investigação de uma ação não representacional a partir do estudo da performatividade e do pensamento obra de artistas como Artur Barrio, Hélio Oiticica e Lygia Clark.
Atualmente, o Obscena desenvolve o projeto Corpos Estranhos: espaços de resistência, que propõe tanto trocas virtuais e experimentação de práticas artísticas junto a outros coletivos de arte, como ainda a investigação teórica e prática de experimentos performativos no corpo da cidade. Os encontros coletivos se dão às quintas-feiras, de 15 às 19 horas, na Gruta! espaço cultural gerido pelo coletivo Casa de Passagem.
A criação deste espaço virtual possibilita divulgar a produção teórico-prática dos artistas pesquisadores, assim como fomentar discussões sobre a criação teatral contemporânea e a expansão da rede colaborativa obscênica por meio de trocas com outros artistas, órgãos e movimentos sociais de interesse.
domingo, setembro 29, 2013
Novas (velhas) sonoridades obscênicas da cidade
sábado, setembro 21, 2013
Sonoridades obscênicas no CCUFMG na próxima quarta-feira
quinta-feira, setembro 19, 2013
como resistir?
maiores informações sobre o festival em: http://wagnerrossicampos.wix.com/comoresistir
sábado, setembro 14, 2013
Transbordamentos
Agonia - Wikipédia: Agonia é o conjunto de fenômenos que anunciam a morte (do grego agonia= luta; entende-se luta "contra a morte"). Tem duração variável e caracteriza-se pela imobilidade e alteração das feições, por estertor ruidoso de que o moribundo parece não ter consciência, perturbação dos sentidos em geral, lividez, secura da língua, fraqueza do pulso, extinção gradual do calor animal da periferia para o centro. A respiração é difícil e imperceptível, parece à primeira vista ser a última a terminar, sendo talvez por isso que geralmente se emprega expirar como sinônimo de morrer; mas, na realidade, o coração merece o epíteto que a ciência lhe deu: ultimum moriens. A agonia pode ser tranquila, mas quase sempre o moribundo é agitado por movimentos convulsivos, mais ou menos violentos: o delírio pode ser contínuo e intermitente. Um período de aparente serenidade precede o termo final. É a melhora da morte, segundo a frase popular.
Mas não, não se trata de agonia. Pelo contrário, trata-se de uma afirmação da vida, de uma resistência, de um corpo que não aguenta mais o peso das normas e dos padrões. Eis o lugar onde reside a verdadeira violência. Violência massiva sobre corpos e subjetividades. Mas que força resiste? Como inventar para si um corpo sem rosto, sem programações, livre e alegre? Na face, o que se dá é desmanche, é delírio das formas para que sobressaiam as forças. São raios, são vulcões moleculares que explodem sem significar nada. Não quer dizer nada, nada a alcançar. É simplesmente uma viagem, uma troca com aqueles corpos presentes. Escutávamos Carmen Miranda, a notável brasileira engolida pelo capitalismo, que teve seu coração infartado pelas máquinas de calcular. Redimensionando tudo, Carmen cantava para os menores que se inventam livres do peso de uma racionalidade que não dá conta de traduzir o que nossa loucura consegue tornar expresso.
sábado, setembro 07, 2013
Reflexões sobre um cooper feito
domingo, setembro 01, 2013
Nova edição da REVISTA PERFORMATUS
terça-feira, agosto 27, 2013
Corra! Corra muito!!! Faça cooper...
sangue derramado
dos guerreiros do passado
massacrados
pelos mercenários
latifundiários...
muitos morrem
defendendo suas terras"
(Terra Vermelha. rap do Brô Mc's, grupo indígena brasileiro).
sexta-feira, julho 12, 2013
Cadeiras: diários d'A Ocupação
Para Cadeiras, neste dia, optamos em trabalhar com leituras relacionadas diretamente ao nosso momento político, leituras para um "levante". Utilizamos poemas da antologia de poetas neo-barrocos, Vinagre, obras de Hakim Bey, Artaud e Nietzsche, além de notas da Assembléia à população de BH. Abaixo, foto-montagem (fotos de Wagner Alves de Souza) da ação, com alguns dos textos lidos nesse dia.
Nota da Assembleia Popular Horizontal acerca dos recessos de serviços prestados pela Câmara
A RRUA
absurdo
abmudo
abism'undo
tem hora que o silêncio é cheio de gritos.
tem hora que o grito maior é o silêncio.
é que a rua agora
tem perna
tem punho
silencia com relâmpago e trovão.
troveja
apavora
e a rua chora
e não é por vintém.
pode ser tristeza
pode ser horror
pode ser pimenta
pode ser ciência
com a ciência de que tudo é dor.
a rua chora,
mas oferece flor.
o muro para,
mas o mundo cai.
o mudo cai:
a rua dá seu grito
− de guerra!,
não , não é.
o grito da rua
só é de guerra quando a guerra
é o maior grito de paz.
Danielle Takase (Vinagre)
Protesto contra a ideia separada que se faz da cultura, como se de um lado estivesse a cultura e do outro a vida; e como se a verdadeira cultura não fosse um meio refinado de compreender e de exercer a vida. Pode-se queimar a biblioteca de Alexandria. Acima e além dos papiros, existem forças: a faculdade de reencontrá-las nos será tirada por algum tempo, mas não se suprimirá a energia delas. (O Teatro e seu Duplo: Artaud)
No Oriente, às vezes, os poetas são presos - uma espécie de elogio, já que sugere que o autor fez algo tão real quanto um roubo, um estupro ou uma revolução. Aqui, os poetas podem publicar qualquer coisa que quiserem - o que em sim mesmo é uma espécie de punição, uma prisão sem paredes, sem eco, sem existência palpável - reino de sombras do mundo impresso, ou do pensamento abstrato - um mundo sem risco ou eros.
A poesia está morta novamente - e mesmo que a múmia do seu cadáver possua algumas de suas propriedades medicinais, a auto-ressurreição não é uma delas.
Se os legisladores se recusam a considerar poemas como crimes, então alguém precisa cometer os crimes que funcionem como poesia, ou textos que possuam a ressonância do terrorismo. Reconectar a poesia ao corpo a qualquer preço. Não crimes contra o corpo, mas contra Ideias (e Ideias-dentro-das-coisas) que sejam letais e asfixiantes. Não libertinagem estúpidas mas crimes exemplares, estéticos, crimes por amor.
(CAOS - terrorismo poético: Hakim Bey).
COMEÇO DO MUNDO
O que pode um corpo
morto que se
descobre vivo?
Como se dobra
o sufoco? Como
se alça o asfalto?
Tudo está à flor
da pele e
subterrâneo.
Rua, começo do mundo.
O que pode um corpo?
O que pode um povo?
Nenhuma tropa
de choque esmaga
a resposta que somos.
Eduardo Sterzi (Vinagre)
LEMBRETE
Havia um homem antes da farda:
depois, difícil dizer
visto deste ângulo
a vista turva de gás
confunde a espingarda às mãos, braços, corpo cabeça.
Havia um homem antes da farda:
depois, difícil
o amor à ordem,
ainda que caduque e obrigue
a esquecer como basta
o menor dos impulsos para pedra, faca, estilhaço
rasgar-lhe a garganta.
Havia um homem antes da farda:
depois,
caos, um nada,
anterior talvez à farda
à espera que, de ordem, uma palavra
o preencha,
havia um homem ––
esse verso impossível de lembrar,
se a hora não é de poemas, falhando a voz,
o coturno abafando a garganta, ódio
trêmulo na fumaça dos detritos.
Adriano Scandolara (Vinagre)
quinta-feira, julho 11, 2013
A OCUPAÇÃO: "many FESTA-ações" na cidade
sábado, julho 06, 2013
Obscena amanhã na OCUPAÇÃO
O CORREDOR CULTURAL JÁ EXISTE!!!
A OCUPAÇÃO!
quarta-feira, julho 03, 2013
POSTEBOOK: intervenções na paisagem
O poste é suporte. O suporte é parede. A parede é chão. Alto, baixo, duro e liso. APOSTE: o poste é corpo!
Não é a exposição de uma bela face da cidade, mas a publicação de um corpo urbano infiltrado por pequenas ações, contaminado de interferências e esbanjando saúde e vitalidade pelo encontro de diferentes afetos.
imagens: retratos, registros e rastros de minha caminhada pela cidade...
sábado, junho 29, 2013
Eu quero o fim da baderna no Brasil!
quarta-feira, junho 26, 2013
Mapas subjetivos: por uma geografia da percepção
A criação desse mapa se opõe aos mapas objetivos, impessoais e oficiais e na realização plástica ( com cores, cartolinas e dobraduras) dessa ação se configuram as naturezas dos espaços: lugares de medo, lugares históricos, lugares sagrados etc. Também podem ser lidos como mapas mentais. Esses mapas deixam claros nossos passos e apontam nossa "corpografia urbana" ( ver BERENSTEIN).
Eles podem revelar por exemplo nossa relação com a cidade: espaços que frequentamos, espaços de exclusão, dificuldades de acesso, espaços vazios e invisíveis, não-lugares etc. E a forma de criá-los é livre.
Vou continuar estudando sobre tal prática: mapas colaborativos, topografias variadas, mapas da violência etc. Isso me lembrou o mapeamento afetivo que criamos na ação PROCURO-ME dos Irmãos Lambe-Lambe, pesquisa realizada no Obcena por mim e por Leandro. Um mapeamento verbal, uma conversa, um ponto de encontro, uma poética e política de PROXIMIDADE com o habitante da cidade.
Importante frisar que mapeamos aquilo que faz sentido para nós. O que não aparece reconhecido em nosso mapa subjetivo pode demonstrar um lugar negligenciado por nossa percepção (não faz parte de nossa corpografia ou memória urbana) ou educado para esse fim (dentro do projeto cartográfico e coreográfico dos urbanistas. Ver BERENSTEIN).
No livro Modernidade Líquida, BAUMAN (2001: 121, 122) afirma: " A cidade, como outras cidades, tem muitos habitantes, cada um com um mapa da cidade em sua cabeça. Cada mapa tem seus espaços vazios, ainda que em mapas diferentes eles se localizem em lugares diferentes. Os mapas que orientam os movimentos das várias categorias de habitantes não se superpõem, mas, para que qualquer mapa faça sentido, algumas áreas da cidade devem permanecer sem sentido. Excluir tais lugares permite que o resto brilhe e se encha de significado".
quinta-feira, junho 20, 2013
Que sensacional! O povo está na rua e nem é carnaval!!!
Praça Sete, ontem à noite. Fiz essas imagens durante o protesto que reuniu quase 10.000 pessoas no centro da cidade. Manifestei junto e senti a pulsação dos corpos nas ruas. Trata-se de uma conjunção de manifestações, causas e insatisfações. Espaço heterogêneo e militâncias diferenciadas. Manifestação horizontalizada e repleta de teatralidades e performatividades. Mas o elemento político me pareceu realmente ser o foco...
Me chamou a atenção os corpos-instalação dos manifestantes, seus cartazes e seus gritos e slogans.
O que me interessa nesse movimento nacional é o desejo da população de recuperar o ESPAÇO PÚBLICO, tanto geograficamente (questões de mobilidade urbana, por exemplo) quanto politicamente numa dimensão de um espaço de discussão e decisões coletivas. O direito à cidade de fato. UM BASTA À UMA CIDADE AUTORITÁRIA E EXCLUDENTE! Cidade outdoor, planejada para os grandes eventos como a COPA DO MUNDO e sucateada cotidianamente nas esferas da Educação, Saúde e Transporte Público.
Um basta também a essa política higienista das prefeituras de quase todas as cidades brasileiras, com seus projetos de uma arquitetura asséptica e privatizada, suas corrupções e seus decretos autoritários decididos na clandestinidade e sem a opinião pública consultada.
Caminhando pelas ruas ontem, numa grande performance social e civil, me voltaram de alguma forma a lembrança de uma série de ações performáticas e de intervenção urbana artística que já realizamos na cidade, tanto no OBSCENA, quanto nos diálogos com outros coletivos como, OS CONECTORES
( "PESCA NO ARRUDAS"), com eventos como do Galpão Cine Horto : OCUPE A CIDADE, no qual realizamos "CORPOS PROIBIDOS", " A PRAÇA É NOSSA?" , com o Movimento Fora Lacerda: "HUMANIZE UMA PEDRA", entre outros. Também me lembrei da PRAIA DA ESTAÇÃO e do evento MUROS: Territórios Compartilhados.
Foi sensacional ver e estar com todos os cidadãos na rua e essa reação popular já estava mais do que na hora de explodir!!!
segunda-feira, junho 17, 2013
Protestos coletivos: corpos indignados na cidade
"Você não vai poder ficar em casa, irmão.
Você não vai poder sentar, ligar e dar o fora.
Você não vai poder se perder na troca de canais.
Ou sair e pegar cerveja nos comerciais
porque a revolução não será televisionada.
A revolução não será televisionada, não será televisionada, não será televisionada a revolução,
não será televisionada.
A revolução não terá reprises, irmãos.
A REVOLUÇÃO SERÁ AO VIVO."
Gil Scott-Heron (1970).
Foto de Whesney Siqueira
Praça Sete. BH/MG
Protestos hoje e que duram até a noite.
quarta-feira, junho 12, 2013
Zonas Autônomas Temporárias
terça-feira, junho 11, 2013
sonoridades obscênicas, recortes
sexta-feira, maio 24, 2013
Publicando o produzido.
de obscenizar o dia
um fazer diferente,
vida.
Dois em passo de um
gaiolas de n[o]s
livres...
Presos em sorriso
presos em imagens
prisão?
EngaioLados
(MultipliCidades Obscênicas: Um Programa Obscênico)
EngaioLados
Performers: Joyce Malta e Matheus Silva
Filmagem e edição
FRida
https://www.youtube.com/watch?v=Lu2EnLQFh_M
quinta-feira, maio 23, 2013
dançafeto: da porta da rua pra fora.
lica orienta o trabalho corporal. equilíbrio. encaixe. desequilíbrio. meu corpo e do outro. ela nos ativa. nos bota a dois. os panos nuvem. a cidade. a dança com a cidade. botar o bloco na rua.
de par grudamos eu e joyce. e nosso pano nuvem. saltos vermelhos. presa entre panos. inevitável feminino(ismo).
saltos e música. estou coberta por carne quente. a gruta.
saimos porta a fora e tudo que sai da minha boca soa falso.
a gente vai ficar lindo na parede de grafitte. (e na coreografia do sinal)
tira foto pra botar no facebook.
eu vou curtir.
e eu, vou compartilhar.
ei! ai.
deu até samba: "essa aí vai dá uma foto...
essa aí vai dar..."
p.s. bom mesmo foi a moça que enrolamos e as duas menininhas que seguimos, entre medos e risos.
p.s.2: fotos de admar fernandes.




















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