agrupamento independente de pesquisa cênica
Composto atualmente pelos artistas pesquisadores Clóvis Domingos, Flávia Fantini, Frederico Caiafa, Idelino Junior, Joyce Malta, Lissandra Guimarães, Matheus Silva, Nina Caetano, Paulo Maffei, Sabrina Batista Andrade e Wagner Alves de Souza, o Obscena funciona como uma rede colaborativa de criação e investigação teórico-prática sobre a cena contemporânea que visa instigar a troca, a provocação e a experimentação artísticas. Também participam dessa rede colaborativa obscênica os artistas Admar Fernandes, Clarissa Alcantara, Erica Vilhena, Leandro Acácio, Nildo Monteiro, Sabrina Biê e Saulo Salomão.
São eixos norteadores do agrupamento independente de pesquisa cênica, o work in process, os procedimentos de ocupação/intervenção em espaços públicos e urbanos e os procedimentos de corpo-instalação, além da investigação de uma ação não representacional a partir do estudo da performatividade e do pensamento obra de artistas como Artur Barrio, Hélio Oiticica e Lygia Clark.
Atualmente, o Obscena desenvolve o projeto Corpos Estranhos: espaços de resistência, que propõe tanto trocas virtuais e experimentação de práticas artísticas junto a outros coletivos de arte, como ainda a investigação teórica e prática de experimentos performativos no corpo da cidade. Os encontros coletivos se dão às quintas-feiras, de 15 às 19 horas, na Gruta! espaço cultural gerido pelo coletivo Casa de Passagem.
A criação deste espaço virtual possibilita divulgar a produção teórico-prática dos artistas pesquisadores, assim como fomentar discussões sobre a criação teatral contemporânea e a expansão da rede colaborativa obscênica por meio de trocas com outros artistas, órgãos e movimentos sociais de interesse.
quarta-feira, novembro 27, 2013
Outra presença, muitas presenças
quarta-feira, novembro 20, 2013
Pode crer?
terça-feira, outubro 29, 2013
Eu voz. Eu, vós...
quarta-feira, outubro 23, 2013
Por gente, pungente...
sexta-feira, outubro 18, 2013
Panfletar Vinicius
quinta-feira, outubro 17, 2013
Médico de Flores - uma homenagem a Vinicius de Moraes
segunda-feira, outubro 07, 2013
Irmãos Lambe-Lambe no Perpendicular Festival
domingo, outubro 06, 2013
remexendo vinícius
sexta-feira, outubro 04, 2013
EngaioLados: a clausura estrangeira
quarta-feira, outubro 02, 2013
Ainda sobre o Sonoridades Obscênicas
Eu me senti muito bem no sonoridades! Foi divertido, me fez rir, cantarolar e dançarilar na cadeira, ficar alegre. Acho que tem a ver com aquela ideia de party-cipação - mesmo pra alguém que tava na plateia,sentado na cadeira.
Bem, vazio também no sentido de não ter assim uma análise crítica pra fazer, pelo menos não agora (sem que possa prometer uma pro futuro). Fiquei feliz de finalmente ter visto o obscena ao vivo de novo, porque só tinha visto o baby dolls numa marcha de dia dos mulheres (se bem que também dancei no Dançar é uma revolução duas vezes, e tb foi desse esvaziamento bom).
Ah, uma coisa: acho que no sonoridades ficou mais perceptível o que é essa "forma" do agrupamento...
domingo, setembro 29, 2013
Novas (velhas) sonoridades obscênicas da cidade
sábado, setembro 21, 2013
Sonoridades obscênicas no CCUFMG na próxima quarta-feira
quinta-feira, setembro 19, 2013
como resistir?
maiores informações sobre o festival em: http://wagnerrossicampos.wix.com/comoresistir
sábado, setembro 14, 2013
Transbordamentos
Agonia - Wikipédia: Agonia é o conjunto de fenômenos que anunciam a morte (do grego agonia= luta; entende-se luta "contra a morte"). Tem duração variável e caracteriza-se pela imobilidade e alteração das feições, por estertor ruidoso de que o moribundo parece não ter consciência, perturbação dos sentidos em geral, lividez, secura da língua, fraqueza do pulso, extinção gradual do calor animal da periferia para o centro. A respiração é difícil e imperceptível, parece à primeira vista ser a última a terminar, sendo talvez por isso que geralmente se emprega expirar como sinônimo de morrer; mas, na realidade, o coração merece o epíteto que a ciência lhe deu: ultimum moriens. A agonia pode ser tranquila, mas quase sempre o moribundo é agitado por movimentos convulsivos, mais ou menos violentos: o delírio pode ser contínuo e intermitente. Um período de aparente serenidade precede o termo final. É a melhora da morte, segundo a frase popular.
Mas não, não se trata de agonia. Pelo contrário, trata-se de uma afirmação da vida, de uma resistência, de um corpo que não aguenta mais o peso das normas e dos padrões. Eis o lugar onde reside a verdadeira violência. Violência massiva sobre corpos e subjetividades. Mas que força resiste? Como inventar para si um corpo sem rosto, sem programações, livre e alegre? Na face, o que se dá é desmanche, é delírio das formas para que sobressaiam as forças. São raios, são vulcões moleculares que explodem sem significar nada. Não quer dizer nada, nada a alcançar. É simplesmente uma viagem, uma troca com aqueles corpos presentes. Escutávamos Carmen Miranda, a notável brasileira engolida pelo capitalismo, que teve seu coração infartado pelas máquinas de calcular. Redimensionando tudo, Carmen cantava para os menores que se inventam livres do peso de uma racionalidade que não dá conta de traduzir o que nossa loucura consegue tornar expresso.



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